sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A ARTE DA AUDIODESCRIÇÃO



AUDIODESCRIÇÃO NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS INFANTIS

          A Convenção sobre o direito das Pessoas com Deficiência (ONU 2006), ratificada no Brasil, pelo Decreto nº 186/2008 e pelo Decreto nº 6949/2009, em seu artigo 9º, afirma que "a fim de possibilitar  às pessoas com deficiência viver com autonomia e participar plenamente de todos os aspectos da vida, os Estados Partes deverão tomar as medidas apropriadas para assegurar-lhes o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação". Isso quer dizer que as pessoas com deficiência tem direitos de participar de todas as coisas, sem exceções, assim como qualquer pessoa.
           No que diz respeito a educação, nós professores temos um importante papel, facilitar o acesso e participação nas diversas áreas do conhecimento.
A contação de história é uma das atividades que mais encantam as crianças, pois são nelas onde elas podem deixar o sonho e a fantasia fluir sem restrições.
Ouvir histórias é a arte de imaginar, de voar, de viver num mundo fora do real, observar as lindas e belas imagens, se sentir não só ouvinte mais participante da mesma. Todas essas sensações não devem ser experimentadas apenas pelas pessoas que enxergam, mais também pelas pessoas que tem deficiência visual.
          A audiodescrição permite que as pessoas com deficiência visual construam imagens mentais e assim consigam visualizar mentalmente o que está sendo descrito na história. A história deve ser contada detalhadamente, como a cor das roupas dos personagens,a posição dos objetos, ou seja, o passo a passo dos personagens, como se não pudesse deixar de perceber nenhum detalhe por pequeno que seja.
          O livro Simplesmente Diferente é o primeiro livro de audiodescrição destinado ao público infantil para pessoas com deficiência visual. De acordo com a autora Mônica Picavêa  "é o livro de uma pessoa que não tem ninguém na família com deficiência, para as crianças que não tem deficiência e também para as que tem, enfim para criar um mundo onde a inclusão seja uma coisa natural".
       A contação de história terá um novo olhar pelas pessoas com deficiência visual pois serão envolvidos   pelas riquezas de detalhes de cada personagem, que antes eram sem graça, por não terem a chance de visualizar as imagens.
               Quer saber mais sobre audiodescrição acesse: http://www.midiace.com.br/index.php?conteudo=noticias&cod=40 .


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SUGESTÕES DE JOGOS PARA TRABALHAR COM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL


DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
        Através dos jogos e  brincadeiras a criança com Deficiência Intelectual pode desenvolver a imaginação, a confiança, a auto-estima, o auto-controle, a confiança e a cooperação, proporcionam o aprender fazendo, o desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade. A criança aprende brincando e assim desenvolve suas potencialidades.
   A utilização do jogo como recurso didático pode contribuir para o aumento das possibilidades de aprendizagem das crianças com Deficiência Intelectual, pois através desse recurso, ela poderá vivenciar corporalmente as situações de ensino-aprendizagem, exercendo sua criatividade e expressividade, interagindo com outras crianças, exercendo a cooperação e aprendendo em grupo.
      Durante o jogo a criança estimula o pensamento através da ordenação do tempo, espaço e movimento, como também o respeito pelas regras.
O lúdico possibilita que a criança com DI se torne cada vez mais autônoma, mais comunicativa, internaliza novos comportamentos e consequentemente se desenvolve.

                                                                  
JOGO DE BOLICHE
Garrafas de refrigerante preenchidas com pedaços de TNT
no fundo porções de areia para ficar pesada e não virar facilmente,
nelas estão escritos os numerais.



  • Através desse jogo o aluno com DI poderá desenvolver a motricidade, a coordenação motora ampla, a coordenação viso motora, o controle de força e direção e noção de regra. O professor de AEE deverá estimular o aluno a arremessar a bola nas garrafas, de acordo com as regras, e em seguida identificar a quantidade de garrafas que foram derrubadas, relacionando com a quantidade.

                                                                

PEGA VARETAS
Uma garrafa pet com vários furinhos de um lado para
          o outro.   
                 
  • Através desse jogo o aluno com DI poderá desenvolver a atenção, a motricidade, a percepção visual e o raciocínio lógico. O professor e AEE deverá orientar o aluno a retirar as varetas, de forma que não deixe cair   as peças, isso fará com que o mesmo reflita, raciocine que vareta irá escolher, deixando sempre claro para o aluno as regras do jogo.


                                                       
CAIXA DE CLASSIFICAÇÃO
Uma caixa com seis orifícios, pra compro seis tipos diferentes de materiais
pequenos, como carretéis, botões, tampinhas etc...



  • Através desse jogo o aluno com DI poderá desenvolver noção de classificação,pensamento, discriminação visual, coordenação viso motora, o reconhecimento de objetos iguais, a atenção e concentração. O professor de AEE deverá misturar todos os objetos e pedir ao aluno que classifique, colocando cada tipo em um lugar na caixa,cada um com seis peças, bem como, pedir para colocar outras quantidades, com três, com dois e assim por diante. A seleção pode ser feita por cor, por tipo, por tamanho, por características, entre outros. 







FONTE: O lúdico na aprendizagem de alunos com DI de Sônia Regina Corrêa Mafra (2008)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA

 
Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que dão mais autonomia, independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida.
O objetivo maior da TA é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado e trabalho.
Os recursos são uma forma de ajudar o aluno, na participação nas atividades que são desenvolvidas e no cotidiano escolar. São chamados de recursos de acessibilidade na escola, são ações, práticas educacionais ou material didático projetados para propiciar a  participação autônoma do aluno com deficiência no seu percurso escolar.
O professor de AEE é quem deve identificar a necessidade do aluno, selecionar o recurso adequado e quando necessário construir o recurso, visando facilitar o acesso a aprendizagem do mesmo. Em seguida ensinar o aluno a utilizar o recurso e orientar os profissionais que forem necessário e a família, para que auxiliem o aluno quando necessário.
Dessa forma, quando os recursos são selecionados de forma adequada, eliminam ou diminuem as barreiras, que impedem ou dificultam o desenvolvimento do aluno com deficiência.





                                      ARANHA MOLA
        Na escola um dos desafios encontrados para os alunos com deficiência física, com comprometimento na coordenação motora fina, são as atividades de escrita, pintura e desenho. Um dos recursos que poderá ser utilizado na tentativa de diminuir essa dificuldade é a aranha-mole .
É um recurso da Tecnologia Assistiva,  produzido com um arame revestido, onde os dedos e a caneta são encaixados.
O objetivo deste recurso é estabilizar ou auxiliar nos movimentos de pessoas com deficiência física nas atividades em que utilizam lápis, caneta ou pincel.
Continuamente o recurso deve ser avaliado, no intuito de perceber se atendeu a necessidade do aluno ou se deve fazer alguma adequação maior ou se necessário a substituição do mesmo por outro recurso.
         Os recursos de Tecnologia Assistiva visam o pleno acesso do aluno com deficiência a todas as atividades realizadas no ambiente escolar, possibilitando o desenvolvimento do mesmo em todas as áreas do conhecimento.

   




                                   



FONTE: Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 06: Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA).  Capítulos 1 e 2.